A VAMPIRA E O CANDIDATO

Depois de ter vencido o III Festival de Música de Bauru (Lumearte) com a música Vampira, fui para São Paulo estudar violão no CLAM, escola do Zimbo Trio. Foi bom, mas melhor mesmo foi me aproximar da política. Ajudei na campanha de filiação para a legalização do PT, estudei as quatro internacionais, li o Manifesto Comunista e o Programa de Transição. “Andei por debaixo da Avenida Paulista” e abandonei de vez minha vida almofadinha. Revi muito dos meus valores morais e passei a ver a vida sob uma ótica diferente.

De volta a Bauru, fui candidato a vereador por imposição do partido. Tentamos naquela época eleger o Lula governador de São Paulo. Não conseguimos, mas tive a satisfação de, na primeira eleição da minha vida, votar em mim mesmo para vereador.

Quando percebi que realmente a revolução não ocorreria e que o PT e suas facções seriam como qualquer outro partido burguês, cai fora. Depois de tudo isso, tornei-me outra pessoa.

A música Vampira marca toda essa transição.

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